campeonato de língua portuguesa
COM O PATROCÍNIO:
UMA INICIATIVA:
Jornal Expresso
Jornal de Letras
Sic
Sic Notícias
ENTRADA
 UTILIZADOR:  
 PALAVRA CHAVE:  
RECUPERAR SENHA  
REGISTO
CONCORRENTE
Registe-se aqui
para participar
 INÍCIO 
 NOTÍCIAS 
 COMO PARTICIPAR 
 REGULAMENTO 
 JÚRI 
 PRÉMIOS 
 DATAS 
 PARCEIROS 
Correcção do 2.º Teste
Quantos erros existem no seguinte texto?

O grupo tinha combinado dar um passeio à Serra de São Lucas, mas, quando sairão da escola, estava um nevoeiro serrado. Avançaram pé ante pé, mas ninguém via mais de um palmo diante do nariz e Miguel teve receio de prosseguir. Voltou-se para traz e ordenou aos amigos:
– Ninguém dá mais um paço! Se continuar-mos por estes serros pedregosos, tenho medo do que nos poça acontecer.
– Vocês não me digam que estão com medo! Nem parecem verdadeiros montanhistas – disse o Vasco, que era dos mais afoitos e já tinha partido a cabeça três vezes. Finalmente, falou o chefe do grupo, que se chamava Tomas:
– Podemos seguir, mas com toda a cautela. Até aqui tudo correu bem, mas se não tivéssemos unidos, poder-nos-ia ter sucedido uma desgraça…

A. 7
B. 8
C. 9
D. 10
E. 11

Resposta anulada.
Ver Comunicação da Comissão Técnico-científica



1
1. O verso de Camões «É um contentamento descontente» contém
A. um hipérbato
B. uma ironia
C. um paradoxo
D. um eufemismo

Resposta correcta: C - um paradoxo
O verso de Camões «É um contentamento descontente» é um paradoxo, pois expressa uma ambiguidade em que a realidade produz efeitos contraditórios até ao absurdo.

2
2. Qual das seguintes frases está correcta?
A. Há que ser realista.
B. Houveram foguetes e champanhe.
C. Há de fazer-se uma grande festa.
D. Haviam dezassete homens na mina.
E. À duas horas que espero por ti.

Resposta correcta: A - Há que ser realista.
A frase correcta é «Há que ser realista.» O verbo haver na forma impessoal está correctamente utilizado e a expressão «há que + infinitivo» significa «deve-se». A frase B está incorrecta, pois que o verbo «haver» é impessoal sempre que significa «existir». Correctamente será: «Houve foguetes…». «Há de fazer-se uma grande festa»: esta frase está incorrecta porque falta o hífen na forma verbal «há-de», tal como se grafa ainda em Portugal, seguindo a norma vigente. A frase «Haviam dezassete homens na mina» está incorrecta visto que é impessoal, com o sentido de «existiam». A frase correcta seria «Havia dezassete homens na mina.» A frase E está também incorrecta porque se trata do verbo haver e não da contracção da preposição «a» com o artigo feminino do singular «a». O correcto seria «Há duas horas…»

3
3. Qual destas afirmações é falsa?
A. As frases disjuntivas aparecem em alternativa.
B. As frases coordenadas copulativas adicionam-se uma à outra.
C. As frases conclusivas apresentam-se em alternativa.
D. As frases adversativas opõem-se uma à outra.

Resposta correcta: C - As frases conclusivas apresentam-se em alternativa.
As frases conclusivas exprimem uma conclusão. As frases disjuntivas é que exprimem uma alternativa.
 

4
4. Na frase «O carro do meu pai é o mais rápido do bairro.», qual é o grau do adjectivo?
A. comparativo de superioridade
B. superlativo relativo de superioridade
C. superlativo absoluto analítico
D. superlativo absoluto sintético

Resposta correcta: B - superlativo relativo de superioridade
«O mais rápido» é o superlativo relativo de superioridade. O comparativo de superioridade deveria ter dois termos de comparação («mais rápido do que»). O superlativo absoluto analítico seria «muito rápido». O superlativo absoluto sintético seria «rapidíssimo»

5
5. «Cumprimento» e «comprimento» são palavras
A. homónimas
B. homófonas
C. parónimas
D. homógrafas

Resposta correcta: C - parónimas
«Cumprimento» e «comprimento» são palavras parónimas, pois, tendo significados diferentes e sendo duas palavras diferentes, aproximam-se fónica e graficamente.

6
6. Qual dos seguintes nomes gentílicos não é o de um natural de Trás-os-Montes?
A. Transmontano
B. Trás-montano
C. Trasmontano

Resposta correcta: B - Trás-montano
O nome gentílico que não é o de um natural de Trás-os-Montes é «trás-montano», palavra que, aliás, não existe. «Trás» é uma preposição derivada do latim «trans», que quer dizer «atrás de», e «montano» significa montanhês, montanhesco, ou rude, grosserio. As formas correctas são, pois, «transmontano» e «trasmontano».

7
7. Como classifica, quanto à forma, a frase «Os calceteiros é que reparam o pavimento.»?
A. negativa
B. passiva
C. enfática

Resposta correcta: C - enfática
Quanto à forma, a frase «Os calceteiros é que reparam o pavimento.» é enfática, porque contém a expressão enfática «é que», dando mais realce à frase e, sobretudo, neste caso, ao sujeito, «os calceteiros».

8
8. O que significa o adjectivo «divicioso»?
A. rico
B. vicioso
C. divisionista
D. contrário a tudo

Resposta correcta: A - rico
«Divicioso» significa «rico».

9
9. Na frase «A mim, ninguém me cala.», como classifica, quanto à função sintáctica, «a mim»?
A. complemento objecto indirecto
B. complemento objecto directo pleonástico
C. sujeito

Resposta correcta: B - complemento objecto directo pleonástico
É o complemento objecto directo pleonástico porque «a mim» reforça enfaticamente o complemento de objecto directo, «me».

10
10. Que recurso estilístico se encontra na frase «Uma lágrima espreitou-me um instante os olhos, e recolheu-se depois, surpreendida.»?
A. assíndeto
B. personificação
C. alegoria
D. aliteração

Resposta correcta: B - personificação
O recurso estilístico que se encontra na frase é uma personificação, pois são dadas ao sujeito, «a lágrima», qualidades humanas («espreitou-me», «recolheu-se depois» e «surpreendida»).

11
11. Na frase «Pelas serras foi dado o brado de alerta aos camponeses.», classifique, quanto à função na oração, «pelas serras».
A. complemento agente da passiva
B. complemento circunstancial de lugar por onde
C. complemento objecto indirecto
D. complemento circunstancial de meio

Resposta correcta: B - complemento circunstancial de lugar por onde
Porque exprime uma circunstância de lugar e, especificamente, «por onde» foi dado o brado de alerta, expressão enunciada pela preposição «por».

12
12. Indique o sujeito da frase «Fadista era o nome do cão do velho.»
A. fadista
B. o nome do cão do velho
C. o velho
D. o cão do velho

Resposta correcta: B - o nome do cão do velho
«O nome do cão do velho» é o sujeito da oração. «Fadista» é o nome predicativo do sujeito.

13
13. Apenas um infinitivo está correctamente escrito. Qual?
A. catequisar
B. sizar
C. afreguezar
D. sintetisar
E. analisar
F. hemodializar

Resposta correcta: E - analisar
O infinitivo que está correctamente escrito é «analisar». As outras frases só estariam correctas se se apresentassem escritas do seguinte modo: catequizar, sisar, afreguesar, sintetizar, hemodialisar.

14
14. Qual é a frase correcta?
A. Não é seguro que eles viagem de comboio.
B. Os pintos nascem com uma penujem muito suave.
C. Era o pagem mais jovem da corte.
D. O carro é demasiado grande para a garagem da casa.

Resposta correcta: D - O carro é demasiado grande para a garagem da casa.
Todas as outras frases contêm erros ortográficos. Deste modo se corrigem as palavras que se encontram erradas: viajem, penugem, pajem.

15
15. A consoante «t» considera-se
A. oclusiva surda linguodental
B. oclusiva sonora linguodental
C. fricativa lateral
D. constritiva alveolar
E. constritiva palatal

Resposta correcta: A - oclusiva surda linguodental
A consoante «t» é oclusiva surda linguodental porque, ao pronunciar-se, a língua bate nos dentes superiores.

16
16. A «hebelogia» estuda
A. a filosofia e a religião judaicas
B. as línguas mortas
C. as úlceras
D. a adolescência
E. as aves canoras
F. as perturbações da fala

Resposta correcta: D - a adolescência
A hebelogia estuda a adolescência. Do grego hebe (que significa mocidade) + logos (estudo) + ia.

Quantos erros existem no seguinte texto?

Perante os sérios desafios que se colocam a Portugal no conserto das nações, torna-se essencial que mantenha-mos a nossa héctica democrática, respeitando o contracto que celebrámos com os eleitores. Sabemos como é difícil combater a crise que graça pelas instituições, tanto a nível domestico como na sena internacional, mas não podemos ser sépticos, caindo na descrença ou no cinismo. Por tanto, embora o futuro se apresente inserto e a Europa não vá de vento em poupa, temos de cementar os lassos com os nossos parceiros europeus, para que não hajam problemas. Assim, tudo se resolverá a contento das expirações mais profundas do povo português.

A. 12
B. 13
C. 14
D. 15
E. 16

Resposta correcta: D - 15 erros
1 – concerto em vez de conserto
Deu-se uma confusão entre duas palavras homófonas: «conserto» (acto de consertar; arranjo, reparação) e «concerto», no sentido de combinação, pacto ou acordo.

2 – mantenhamos em vez de mantenha-mos
Erros deste género aparecem com alguma frequência. Neste caso, trata-se de um verbo conjugado na 1ª pessoa do plural do presente do conjuntivo, que não deve ser escrito com hífen, ao contrário das formas reflexas e pronominais.

3 – ética em vez de héctica
Tal como em 1, houve uma confusão entre duas homófonas: «ética» – código moral ou disciplina que tenta distinguir entre o bem e o mal – e «héctica», sinónimo de tísica ou de tuberculose pulmonar.

4 – contrato em vez de contracto
Aqui, ocorreu um equívoco entre «contrato» – acordo ou pacto – e «contracto», adjectivo sinónimo de «contraído».

5 – grassa em vez de graça
O erro derivou da homofonia entre duas palavras: a forma verbal «grassa», pertencente ao presente do indicativo do verbo «grassar», e o substantivo «graça», que significa gracejo, agradecimento, dom de Deus, etc.

6 – doméstico em vez de domestico
O substantivo «doméstico», como palavra esdrúxula, necessita de um acento agudo na antepenúltima sílaba. O texto, pelo contrário, apresenta-nos a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo «domesticar».

7 – cena em vez de sena
Mais um caso de homofonia, aqui entre dois substantivos: enquanto a acepção mais corrente de «sena» diz respeito à carta de jogar com seis pintas, «cena» refere-se, no texto, ao ambiente internacional.

8 – cépticos em vez de sépticos
Enquanto «céptico» significa descrente ou incrédulo, «séptico» quer dizer putrígeno ou infectado por micróbios. No texto só a primeira alternativa estaria correcta.

9 – portanto em vez de por tanto
Ao contrário de outras situações em que «por» deve surgir separado de «tanto» – por exemplo, na frase: «Por tanto tempo de trabalho, só recebi esta miséria.» –, neste caso deve ser usada a conjunção conclusiva «portanto».

10 – incerto em vez de inserto
Tal como em muitos outros erros, estamos aqui perante dois lexemas homófonos: «incerto» significando inseguro ou duvidoso e «inserto» como sinónimo de «inserido» e relacionado com o verbo «inserir». No texto só a primeira hipótese estaria certa.

11 – popa em vez de poupa
Este erro deriva de uma similitude fonética entre duas palavras homófonas, embora não o sejam em certos dialectos do Norte. Neste caso, deveria ter sido usada a expressão idiomática «de vento em popa», que alude à parte posterior de um navio, e não o substantivo «poupa», que significa um tufo de penas ou de cabelo.

12 – cimentar em vez de cementar
Confundiram-se os verbos «cimentar» (ligar com cimento; unir) e «cementar» (modificar as propriedades de certos metais submetendo-os a um processo de cementação).

13 – laços em vez de lassos
Erro provocado pela confusão entre o substantivo «laço» (laçada; união, vínculo) e o adjectivo «lasso» (frouxo, solto, largo).

14 – haja em vez de hajam
Aqui o erro é mais grave e não radica em questões fonéticas. A forma correcta seria «haja», porque o verbo «haver» nunca se conjuga neste género de frases, mantendo-se sempre na 3ª pessoa do singular.

15 – aspirações em vez de expirações
Também este erro tem uma origem fonética. As palavras em causa não são homófonas, mas sim parónimas – pronunciam-se de um modo muito parecido, embora ligeiramente diferente, o mesmo sucedendo com a sua grafia. Neste caso, a forma correcta seria «aspiração» – no sentido de anseio, desejo ou ambição – em vez de «expiração», que alude à expulsão do ar dos pulmões durante a respiração.

17
17. Qual é o recurso estilístico presente na frase «Estala-se-me o coração de tanta guerra.»?
A. animismo
B. hipérbole
C. polissíndeto
D. personificação

Resposta correcta: B - hipérbole
Trata-se do recurso estilístico que consiste em exagerar as qualidades atribuídas, neste caso, ao coração do próprio.

18
18. Qual a frase correcta, segundo a norma de Portugal e não segundo alguns exemplos literários?
A. Ela foi uma das que sobressaíram no grupo de trabalho.
B. O António foi um dos que caiu no erro.
C. Não sou eu quem digo isso.
D. Somos nós que compreendem a tua posição.

Resposta correcta: A - Ela foi uma das que sobressaíram no grupo de trabalho.
O verbo «sobressair» tem de estar no plural, porque concorda com o sujeito «que», referente ao pronome demonstrativo «as» (= aquelas), que vem contraído com a preposição «de» (das). A frase B seria, pela razão anterior, «o António foi um dos que caíram.» A frase C seria correcta se estivesse «Não sou eu quem diz isso.», e não «quem digo isso», pois o pronome relativo «quem» exige que o verbo esteja na 3ª pessoa do singular. A frase D está incorrecta, porque o pronome relativo «que» refere-se a «nós», por isso, o verbo vai para a 1ª pessoa do plural («Somos nós que compreendemos a tua posição.») e não «que compreendem».

19
19. Qual é o superlativo absoluto sintético de «sagrado»?
A. sagradíssimo
B. sacratíssimo
C. muitíssimo sagrado
D. sacrérrimo

Resposta correcta: B -sacratíssimo
A forma «sagradíssimo» não existe; «muitíssimo sagrado» é o superlativo absoluto analítico, reforçado pelo superlativo absoluto sintético de «muito» («muitíssimo»). A forma «sacrérrimo» não existe.

20
20. Indique qual a frase correcta.
A. Ele recordou-se de que estivera naquele restaurante em Dezembro passado.
B. Ele recordava de que em Roma o trânsito era difícil.
C. Haviam muitos civis feridos naquela manhã, em Beirute.
D. As milhares de vítimas são recordadas pelas famílias todos os anos.

Resposta correcta: A - Ele recordou-se de que estivera naquele restaurante em Dezembro passado.
O verbo recordar conjugado reflexamente pede a preposição «de» (recordar-se de que…) Em B deve ser «Ele recordava que» (e não «de que»); em C «Havia muitos civis» e não «Haviam muitos civis…»; em D «Os milhares de vítimas…» e não «as milhares de vítimas». «Milhar» é uma palavra masculina, por isso, o artigo, que é determinante de «milhares», tem de concordar com esta palavra e não com «vítimas».

21
21. O verbo «saraivar» é
A. abundante
B. depoente
C. impessoal

Resposta correcta: C - impessoal
O verbo saraivar é impessoal porque exprime um fenómeno da Natureza. Não é abundante, porque tem, ao contrário destes verbos, um só particípio passado («saraivado»). Também não é depoente, porque não se trata de um verbo na voz passiva com significação activa.

22
22. Na frase «És um dos raros homens que têm o mundo nas mãos.», a oração «que têm o mundo nas mãos» classifica-se como
A. subordinada adversativa concessiva
B. subordinada adjectiva explicativa
C. subordinada adjectiva restritiva
D. subordinada adverbial consecutiva
E. subordinada substantiva apositiva

Resposta correcta: C - subordinada adjectiva restritiva
A oração «que tem o mundo nas mãos» é subordinada adjectiva restritiva, iniciada pelo pronome relativo «que», tendo uma função adjectiva e referindo-se restritivamente a «raros homens».

23
23. A «egofagia» designa o hábito de
A. roer as unhas
B. comer partes do próprio corpo
C. comer carne de cabra
D. comer seres humanos
E. comer ovos crus

Resposta correcta: C - comer carne de cabra
«Egofagia» é o hábito de comer carne de cabra. Do grego aix, aigós, (cabra) + phaigen (comer) + ia

24
24. A palavra «alga» é de origem
A. alemã
B. latina
C. fenícia
D. árabe

Resposta correcta: B - latina
Do latim alga.

© Todos os direitos reservados ao Campeonato da Língua Portuguesa Desenvolvido por: Logo AEIOU