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| Correcção do 2.º Teste |
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Quantos erros existem no seguinte texto? |
O grupo tinha combinado dar um passeio à Serra de São Lucas, mas, quando sairão da escola, estava um nevoeiro serrado. Avançaram pé ante pé, mas ninguém via mais de um palmo diante do nariz e Miguel teve receio de prosseguir. Voltou-se para traz e ordenou aos amigos:
– Ninguém dá mais um paço! Se continuar-mos por estes serros pedregosos, tenho medo do que nos poça acontecer.
– Vocês não me digam que estão com medo! Nem parecem verdadeiros montanhistas – disse o Vasco, que era dos mais afoitos e já tinha partido a cabeça três vezes. Finalmente, falou o chefe do grupo, que se chamava Tomas:
– Podemos seguir, mas com toda a cautela. Até aqui tudo correu bem, mas se não tivéssemos unidos, poder-nos-ia ter sucedido uma desgraça… |
| A. |
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| B. |
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| C. |
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| D. |
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| E. |
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Resposta anulada. Ver Comunicação da Comissão Técnico-científica
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| 6 |
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6. Qual dos seguintes nomes gentílicos não é o de um natural de Trás-os-Montes? |
| A. |
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Transmontano |
| B. |
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Trás-montano |
| C. |
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Trasmontano |
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Resposta correcta: B - Trás-montano
O nome gentílico que não é o de um natural de Trás-os-Montes é «trás-montano», palavra que, aliás, não existe. «Trás» é uma preposição derivada do latim «trans», que quer dizer «atrás de», e «montano» significa montanhês, montanhesco, ou rude, grosserio. As formas correctas são, pois, «transmontano» e «trasmontano».
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Quantos erros existem no seguinte texto? |
Perante os sérios desafios que se colocam a Portugal no conserto das nações, torna-se essencial que mantenha-mos a nossa héctica democrática, respeitando o contracto que celebrámos com os eleitores. Sabemos como é difícil combater a crise que graça pelas instituições, tanto a nível domestico como na sena internacional, mas não podemos ser sépticos, caindo na descrença ou no cinismo. Por tanto, embora o futuro se apresente inserto e a Europa não vá de vento em poupa, temos de cementar os lassos com os nossos parceiros europeus, para que não hajam problemas. Assim, tudo se resolverá a contento das expirações mais profundas do povo português. |
| A. |
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| B. |
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| C. |
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| D. |
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15 |
| E. |
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Resposta correcta: D - 15 erros
1 – concerto em vez de conserto
Deu-se uma confusão entre duas palavras homófonas: «conserto» (acto de consertar; arranjo, reparação) e «concerto», no sentido de combinação, pacto ou acordo.
2 – mantenhamos em vez de mantenha-mos
Erros deste género aparecem com alguma frequência. Neste caso, trata-se de um verbo conjugado na 1ª pessoa do plural do presente do conjuntivo, que não deve ser escrito com hífen, ao contrário das formas reflexas e pronominais.
3 – ética em vez de héctica
Tal como em 1, houve uma confusão entre duas homófonas: «ética» – código moral ou disciplina que tenta distinguir entre o bem e o mal – e «héctica», sinónimo de tísica ou de tuberculose pulmonar.
4 – contrato em vez de contracto
Aqui, ocorreu um equívoco entre «contrato» – acordo ou pacto – e «contracto», adjectivo sinónimo de «contraído».
5 – grassa em vez de graça
O erro derivou da homofonia entre duas palavras: a forma verbal «grassa», pertencente ao presente do indicativo do verbo «grassar», e o substantivo «graça», que significa gracejo, agradecimento, dom de Deus, etc.
6 – doméstico em vez de domestico
O substantivo «doméstico», como palavra esdrúxula, necessita de um acento agudo na antepenúltima sílaba. O texto, pelo contrário, apresenta-nos a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo «domesticar».
7 – cena em vez de sena
Mais um caso de homofonia, aqui entre dois substantivos: enquanto a acepção mais corrente de «sena» diz respeito à carta de jogar com seis pintas, «cena» refere-se, no texto, ao ambiente internacional.
8 – cépticos em vez de sépticos
Enquanto «céptico» significa descrente ou incrédulo, «séptico» quer dizer putrígeno ou infectado por micróbios. No texto só a primeira alternativa estaria correcta.
9 – portanto em vez de por tanto
Ao contrário de outras situações em que «por» deve surgir separado de «tanto» – por exemplo, na frase: «Por tanto tempo de trabalho, só recebi esta miséria.» –, neste caso deve ser usada a conjunção conclusiva «portanto».
10 – incerto em vez de inserto
Tal como em muitos outros erros, estamos aqui perante dois lexemas homófonos: «incerto» significando inseguro ou duvidoso e «inserto» como sinónimo de «inserido» e relacionado com o verbo «inserir». No texto só a primeira hipótese estaria certa.
11 – popa em vez de poupa
Este erro deriva de uma similitude fonética entre duas palavras homófonas, embora não o sejam em certos dialectos do Norte. Neste caso, deveria ter sido usada a expressão idiomática «de vento em popa», que alude à parte posterior de um navio, e não o substantivo «poupa», que significa um tufo de penas ou de cabelo.
12 – cimentar em vez de cementar
Confundiram-se os verbos «cimentar» (ligar com cimento; unir) e «cementar» (modificar as propriedades de certos metais submetendo-os a um processo de cementação).
13 – laços em vez de lassos
Erro provocado pela confusão entre o substantivo «laço» (laçada; união, vínculo) e o adjectivo «lasso» (frouxo, solto, largo).
14 – haja em vez de hajam
Aqui o erro é mais grave e não radica em questões fonéticas. A forma correcta seria «haja», porque o verbo «haver» nunca se conjuga neste género de frases, mantendo-se sempre na 3ª pessoa do singular.
15 – aspirações em vez de expirações
Também este erro tem uma origem fonética. As palavras em causa não são homófonas, mas sim parónimas – pronunciam-se de um modo muito parecido, embora ligeiramente diferente, o mesmo sucedendo com a sua grafia. Neste caso, a forma correcta seria «aspiração» – no sentido de anseio, desejo ou ambição – em vez de «expiração», que alude à expulsão do ar dos pulmões durante a respiração. |
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| 18 |
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18. Qual a frase correcta, segundo a norma de Portugal e não segundo alguns exemplos literários? |
| A. |
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Ela foi uma das que sobressaíram no grupo de trabalho. |
| B. |
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O António foi um dos que caiu no erro. |
| C. |
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Não sou eu quem digo isso. |
| D. |
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Somos nós que compreendem a tua posição. |
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Resposta correcta: A - Ela foi uma das que sobressaíram no grupo de trabalho.
O verbo «sobressair» tem de estar no plural, porque concorda com o sujeito «que», referente ao pronome demonstrativo «as» (= aquelas), que vem contraído com a preposição «de» (das). A frase B seria, pela razão anterior, «o António foi um dos que caíram.» A frase C seria correcta se estivesse «Não sou eu quem diz isso.», e não «quem digo isso», pois o pronome relativo «quem» exige que o verbo esteja na 3ª pessoa do singular. A frase D está incorrecta, porque o pronome relativo «que» refere-se a «nós», por isso, o verbo vai para a 1ª pessoa do plural («Somos nós que compreendemos a tua posição.») e não «que compreendem». |
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